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Serlaine Gomes Fonoaudióloga

Crianças

Fonoaudiologia infantil: fala, linguagem e alimentação

Avaliação e terapia para crianças que falam pouco, falam de um jeito difícil de entender, gaguejam ou têm dificuldade na hora de comer.

Quando procurar uma fonoaudióloga

Cada criança tem o seu ritmo, e isso é verdade. O problema é que a frase "ela fala quando quiser" às vezes faz uma família esperar dois anos por algo que teria sido mais simples de trabalhar no começo.

A lista abaixo não serve para dar diagnóstico: serve para você decidir se vale marcar uma avaliação. Se algum item descreve a sua criança, uma conversa já ajuda.

Até 12 meses

  • Não balbucia
  • Não reage ao som nem ao próprio nome
  • Não troca olhar durante a mamada

1 a 2 anos

  • Não fala nenhuma palavra com sentido
  • Não aponta para pedir
  • Não obedece a pedidos simples

2 a 3 anos

  • Não junta duas palavras
  • Só a família entende o que ela fala
  • Vocabulário muito reduzido

3 a 4 anos

  • Fala pouco compreensível para estranhos
  • Troca muitos sons
  • Repetições e travas na fala que se mantêm

4 anos ou mais

  • Erros de som que persistem
  • Dificuldade para contar um fato em sequência
  • Voz rouca com frequência

Qualquer idade

  • Respira pela boca e ronca
  • Engasga ou recusa muitos alimentos
  • Regressão: perdeu algo que já fazia

O que é trabalhado

  • Linguagem: compreender, se expressar, ampliar vocabulário e montar frases.
  • Fala: produção dos sons, trocas e inteligibilidade.
  • Fluência: gagueira e o desconforto que ela gera na criança.
  • Motricidade orofacial: respiração oral, mastigação e funções da face.
  • Alimentação: seletividade, engasgos e transição de consistências.
  • Comunicação no TEA: intenção comunicativa e comunicação alternativa.

Onde acontece a sessão

Em casa, em Goiânia, a terapia usa os brinquedos da criança, a rotina da família e a própria refeição — e os pais assistem e aprendem junto.

No online, o foco costuma ser a orientação parental: você aprende o que fazer nos momentos comuns do dia, como banho, refeição e brincadeira, e isso multiplica o tempo de estimulação da semana.

Dúvidas das famílias

Meu filho tem 2 anos e fala pouco. Devo esperar?

Esperar sem avaliar é o que costuma atrasar o processo. A avaliação fonoaudiológica não cria um problema onde não existe: se o desenvolvimento estiver dentro do esperado, você recebe essa informação e orientações de estimulação. Se houver algo a trabalhar, começar cedo é uma vantagem.

É normal gaguejar aos 3 anos?

Nessa idade existe uma gagueira comum do desenvolvimento, ligada ao crescimento rápido da linguagem, que tende a passar. Ela merece avaliação quando dura mais de alguns meses, vem com tensão ou esforço, faz a criança evitar falar ou existe histórico de gagueira na família.

Meu filho tem laudo de TEA. A fonoaudiologia ajuda?

A atuação se concentra na comunicação: ampliar as formas de se expressar, favorecer a troca com o outro, apoiar a compreensão e, quando necessário, introduzir comunicação alternativa. O trabalho costuma ser conjunto com psicologia, terapia ocupacional e escola.

A criança precisa de encaminhamento do pediatra?

Não é obrigatório. Ainda assim, quando existem relatórios do pediatra, do neuropediatra, da escola ou de outros terapeutas, trazer esse material ajuda muito na avaliação.

A sessão é só com a criança?

Não. O trabalho envolve os pais em todas as etapas, porque a estimulação continua na rotina de casa. Em algumas situações, a orientação parental é a principal forma de intervenção.

Na dúvida, vale conversar

Me conte a idade da criança e o que você tem observado. Digo se há indicação de avaliação.